
“As vezes parece que andamos mais pra trás do que pra frente, parece que todas as atitudes que tomamos sempre são as erradas, já ouvi várias vezes de meus amigos até de mim mesma que estava me sentindo normal, parei para pensar sobre está tal frase “estou normal” e me entristeci. Como assim “normal”? Quer dizer uma vida monótona, sem graça, ser cor e nem cheiro? Uma vida que não tem altos, nem baixos, apenas a existência? Queria eu dizer um dia as minhas novidades, mas tudo que tenho é -” A novela não estava interessante ontem?”. E o pior é que eu sei que essa monotonia continuará para o resto da minha vida, pois a sociedade nos impõe á isto, dizem que precisamos fugir do perigo, mesmo ele estando em todos os lugares, porque não, pelo menos uma vez, crer que podemos correr um perigo se quer, não digo de correr para á morte, mas sim para o que todos dizem e não fazem, correr para a vida, olhar para o mundo com um olhar diferente, pois não existe só o computador e a nossa casa, quem puderá poder explorar as belezas que a natureza cria, ver a vida nascendo como quando o por-do-sol faz quando nos ilumina com as tuas cores, quem puderá um dia que a concepção de que mulher tem que ficar em casa e homem no trabalho extinguisse e que sair num carro por ai sem ter onde ir, apenas os amigos como sua companhia, não sejam adotados apelidos de vagabundos e sim de aventureiros de sua própria vida, nossa vida, a vida que perdemos enquanto ficamos aqui, fingindo fazer alguma coisa de tanto, sendo que é pouco.”
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